Pular para o conteúdo principal

Bailarina

Por Mário F Montini – 24.05.17

Nasci, voando no vento
No árido, a terra seca
Onde corria, brincando
O sol era o teto do dia
Na noite, sonhos, alegria

Embora o solo áspero
Os pés já não queimavam
A pele já não mais sentia
Tamanha era a alegria
De voar por aquelas cercanias

O sonho, o desejo de voar
Pulando os galhos secos
A vida que sempre vivia
Era a vontade, o desejo
De rodar, ser bailarina


Esticar os desejos dia a dia
Na imensa alegria de ver
Um broto de mandacaru
Que amanhã iria aparecer
Um verde de vida rejuvenescer

Esticar os sonhos acordada
Nos pulos das brincadeiras
Na terra seca assolada
Era juvenil a esperança
De ver a relva, molhada

Da criança, um sonho
O que fazer a bailarina
Senão buscar no sul da vida
Um novo senso de caminhar
Trabalhar e sobreviver agora

A bailarina nos sonhos da vida
Vai caminhar, agora molhada
Na terra de bênçãos, sonhada
No árduo trabalho, vivido
Na dança abençoada do viver
             


Comentários

Luiz Augusto da Silva disse…
Prezado amigo Mário Montini, gosto muito do seu rebuscado e bem ilustrado poema.Isento das lisonjas, isso traz-me alegria suprema. Parabéns e muitas inspirações sempre. Boa noite !☆☆☆Até brevemente...

Postagens mais visitadas deste blog

Ninguém pode limitar os seus sonhos

Por Fernanda Valente


E se uma garotinha surda decidir ser bailarina? Quem impedirá? Estamos aqui para incluir e transformar. Isso é o que você poderá conferir ao assistir o curta-metragem de animação Tamara, produzida e criada por House Boat Animation. O filme é muito interessante para passar em sala de aulas para explicar a diversidade às crianças. Está disponível na Internet e serve como ferramenta para promover valores como respeito e empatia. Tamara é uma garotinha surda que quer ser bailarina. Qual é a barreira que os professores e os alunos podem tirar disso?

Fernanda Valente - Jornalista com especialização em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Estudou teatro, fazendo parte do Grupo GEXTUS (Grupo Experimental de Teatro da UniSantos). É Instrutora da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Ministrou aulas de design gráfico para surdos. Trabalhou como produtora e repórter em alguns programas de TV regionais. Hoje se dedica a trabalhos de comunicação digital e ao …

Dois filmes sobre deficiência física para assistir no dia dos namorados

Por Fernanda Valente
Trago hoje dois filmes para reflexão. Como eu era antes de você é um filme que mexe com as nossas emoções. Porém, foge de toda a ideia que tratamos sobre a inclusão. Penso que o personagem na história, Will, que é tetraplégico joga fora tudo o que estamos vendo como evolução nos dias de hoje. A deficiência física é tratada como um caos, como algo sem solução, sem esperança, sem fé... É jogar fora todo o amor de Louisa. Veja o filme e entenda a minha frustração.



Já o filme Ferrugem e Osso, que também trata de um romance mostra uma construção rica e verdadeira de uma pessoa que adquire a deficiência física após um acidente. Vai mostrar a depressão, a adaptação, aceitação e novas possibilidades de vida. Não acabou. Há possibilidades. Há vida!



Feliz dia dos Namorados! Deixo abaixo uma linda poesia pessoal do meu amigo poeta Luiz Augusto que fala sobre construção familiar. 

O Cravo e a Rosa

Ainda um jovem cravo Uma rosa encontrei Com pétalas aveludadas Por ela me encantei
No j…

Estações do Ano

Nos vastos campos verdejantes Desabrocham flores silvestres Que com variadas tonalidades Dão vida!À linda paisagem agreste.
É tempo da primavera... Colorida estação... Que enfeita a natureza À espera do verão:
Espetáculo tropical Que ocorre cada ano Para que no ato final Caiam as folhas no outono.
Este ciclo "vicioso" O inverno encerrará Para que lindas flores Voltem aos jardins enfeitar!
Autor:Luiz Augusto da Silva Olímpia- São Paulo- Brasil Data:20/03/2011
Afinal, porque as folhas caem... Sabem?
Um abraço fraterno à espera do inverno...