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Bailarina

Por Mário F Montini – 24.05.17

Nasci, voando no vento
No árido, a terra seca
Onde corria, brincando
O sol era o teto do dia
Na noite, sonhos, alegria

Embora o solo áspero
Os pés já não queimavam
A pele já não mais sentia
Tamanha era a alegria
De voar por aquelas cercanias

O sonho, o desejo de voar
Pulando os galhos secos
A vida que sempre vivia
Era a vontade, o desejo
De rodar, ser bailarina


Esticar os desejos dia a dia
Na imensa alegria de ver
Um broto de mandacaru
Que amanhã iria aparecer
Um verde de vida rejuvenescer

Esticar os sonhos acordada
Nos pulos das brincadeiras
Na terra seca assolada
Era juvenil a esperança
De ver a relva, molhada

Da criança, um sonho
O que fazer a bailarina
Senão buscar no sul da vida
Um novo senso de caminhar
Trabalhar e sobreviver agora

A bailarina nos sonhos da vida
Vai caminhar, agora molhada
Na terra de bênçãos, sonhada
No árduo trabalho, vivido
Na dança abençoada do viver
             


Comentários

Luiz Augusto da Silva disse…
Prezado amigo Mário Montini, gosto muito do seu rebuscado e bem ilustrado poema.Isento das lisonjas, isso traz-me alegria suprema. Parabéns e muitas inspirações sempre. Boa noite !☆☆☆Até brevemente...

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