Pular para o conteúdo principal

Série documental inédita Palhaças do Mundo estreia no SescTV


A produção apresenta curtas-metragens que abordam o universo das mulheres palhaças, suas histórias e peculiaridades 

Andréa Macera. Foto: Nossa Produtora.

SescTV estreia a série documental Palhaças do Mundo, que aborda o universo das mulheres palhaças de diferentes países. Composta por 12 episódios – cada um com dois curtas-metragens e duração total de 20 minutos –, a série conta histórias de palhaças, seus personagens, inspirações, comicidade e individualidades. Os curtas têm direção de Manuela Castelo Branco, que também é palhaça, e foram gravados durante oFestival Palhaças do Mundo (antigo Encontro de Palhaças de Brasília), no Distrito Federal, realizado desde 2008, com o intuito de difundir a arte da palhaçaria sob o olhar feminino, e do qual a diretora é idealizadora. As produções começam a ser exibidas no dia 29/3, quinta-feira, a partir das 21h, com os curtas Lila Monti, com a palhaça da Argentina, e Andrea Macera, de São Paulo (assista também em sesctv.org.br/aovivo). 

No curta Lila Monti, a artista argentina revela que sua personagem, a palhaça Una, possui todas suas qualidades e defeitos. “Eu sinto que a Una sou eu. Sou eu quando eu era aquela menina selvagem, que não tinha medo”, comenta. Lila fala sobre a diferença entre palhaço e palhaça. Para ela, ambos buscam a mesma coisa: melhorar o mundo de uma forma inocente e provocadora, comunicando-se e trocando emoções com as pessoas. Porém, a artista acredita que a palhaça é mais adaptável e poética. Lila comenta ainda sobre o uso do nariz vermelho, que, segundo ela, está aliado a um forte desejo, é uma peça que tem o poder de esconder a timidez e a quietude de quem interpreta um palhaço. 

Já no episódio Andréa Macera, a palhaça diz que qualquer pessoa pode se identificar com a sua personagem Mafalda Mafalda. Para Andréa, Mafalda trata de temas ligados ao mundo da mulher, como alcoolismo, crimes e delegacia, mas que tendem a ser exclusivamente masculinos. “É um universo feminino mais trash, mais lado B, mas é feminino”, esclarece. Andréa revela ainda o preconceito sofrido pelas mulheres de sua profissão que, antes, era considerada basicamente masculina.

Além desses filmes, a série Palhaças do Mundo ainda exibirá sempre a partir das 21h, em abrilPepa Plana (Espanha) / Aline Moreno (SP), no dia12; Hilary Chaplain (EUA) / Cida Mendes (MG), no dia 19; e Eva Ribeiro (Portugal) / Manuela Castelo (DF), no dia 26; e em maioGabriela Muñoz (México) / Michele Silveira (SC), no dia 3; e Elke Maria Riedman (Austria) / Gena Leão (RN), no dia 10. 
  
Serviço:
 
Série: Palhaças do Mundo
 
Lila Monti (Argentina)
Classificação Indicativa: Livre
 
Andréa Macera (São Paulo)
Classificação Indicativa: 10 anos
 
Estreia: 29/3, quinta-feira, a partir das 21h
Direção:  Manuela Castela Branco
Duração total: 20’
Produção: Nossa Produtora
Reapresentações: 31/3, sábado, a partir das 20h; 1/4, domingo, a partir das 6h30 e das 13h30; 2/4, segunda-feira, a partir das 22h; 3/4, terça-feira, a partir das 15h30; e 4/4, quarta-feira, a partir das 6h30. 
 
Outros episódios:
 
Pepa Plana (Espanha) / Aline Moreno (SP)
Artistas que participaram do Festival de Palhaças do Mundo, realizado em Brasília, são temas de dois curtas. Pepa Plana, que apresenta a palhaça espanhola, que foi atriz durante 30 anos e já viajou pelo Norte, América do Sul, Europa e África; e Aline Moreno, que traz entrevista com a paulista que começou sua carreira de palhaça na Argentina, com o nome de Pinguína, e depois mudou-se para Barcelona, na Espanha, onde nasceu Donatella. 
12/4, quinta-feira, às 21h
Classificação indicativa: Livre
 
Hilary Chaplain (EUA) / Cida Mendes (MG)
O curta Hillary Chaplain entrevista a palhaça de Nova Iorque – EUA, que faz um espetáculo solo de palhaço e alguns pequenos números de comédia. O curta Cida Mendes traz conversa com a palhaça de Belo Horizonte, que já fez mais de cinco mil apresentações e, há seis anos, circula com o show Tecendo a Prosa. 
19/4, quinta-feira, às 21h
Classificação indicativa: Livre
 
Eva Ribeiro (Portugal) / Manuela Castelo (DF)
O curta Eva Ribeiro mostra conversa com a palhaça portuguesa, que já esteve com seu trabalho em diversos países, como Romênia, Itália, Estados Unidos, Brasil, Espanha, França, Bélgica e Holanda. Ela fala sobre carreira e o universo da palhaça. O curta Manuela Castelo apresenta a palhaça brasiliense, que trabalha há 12 anos no palco. Ela comenta sobre ser palhaça e da importância de sentir paixão pelo ofício.
26/4, quinta-feira, às 21h
Classificação indicativa: Livre
 
Gabriela Muñoz (México) / Michele Silveira (SC)
O curta Gabriela Munõz apresenta essa palhaça mexicana, que interpreta Greta Merengue, extrovertida, livre, potente e criativa. Viajou por países como EUA, Índia, Indonésia, Filipinas, Suécia, Espanha, Inglaterra, França e Geórgia etc. Gabriela interpreta a palhaça Greta Merengue e há dez anos se dedica a esse trabalho, sua personagem investe na palhaçaria do silêncio, uma palhaça muda. O filme Michelle Silveira, traz a interprete da palhaça Barrica, que fala sobre suas influências na palhaçaria como: Néris Colombaioni, Ana Elvira Wuo e mestres do clown, como o palhaço Xuxu e Biriba. 
3/5, quinta-feira, às 21h
Classificação indicativa: Livre
 
Elke Maria Riedman (Áustria) / Gena Leão (RN)
O curta Elke Maria Riedman apresenta a austríaca criadora da palhaça Brenda Feuerle, que faz um espetáculo solo. Em usa bagagem ela traz performances do teatro, ora usa o nariz para marcar a inocência, ora não. O filme Gena Leão mostra a história dessa atriz do Rio Grande do Norte, que nasceu Luzia Efigênia de Menezes. Ela faz um espetáculo em dupla com o Espaguete, seu marido, em sua bagagem fez o palhaço Ferrugem, foi homem e se auto afirmou palhaça mulher. 
10/5, quinta-feira, às 21h
Classificação indicativa: Livre
 
 
Para sintonizar o SescTV:
Canal 128, da Oi TV 
Ou consulte sua operadora
Assista também online em sesctv.org.br/ao vivo
Siga o SescTV no twitter: http://twitter.com/sesctv 
E no facebook: https: facebook.com/sesctv


Comentários

Luiz Augusto da Silva disse…
Fernanda, parabéns pela resenha sobre as mulheres palhacas. Enquanto lia a matéria, creio que por estarmos em sintonia pensei nesta poesia por analogia :
http://sonhareplanejar.blogspot.com.br/2018/02/terminou-folia.html
☆☆☆☆☆☆☆☆☆
Espero que goste da comparação.
Feliz tarde!
Beijos no coração. ♡

Postagens mais visitadas deste blog

Enfeites de Natal em potes, vasos e garrafas de vidro

Pra quem ama artesanato e enfeitar a casa para o Natal, a hora é agora. Deixo abaixo algumas dicas para fazer com taças, garrafas, potes e vasos de vidro: 


















Roberto Carlos, O contador de Histórias

Fernanda Santiago
O contador de Histórias – Se você ainda não assistiu ao filme, recomendo que coloque na sua lista. Sabe aquelas histórias envolventes e reflexivas? Será que vale a pena investir numa pessoa que todo mundo diz que não tem jeito? Esta história verídica diz que sim. O filme conta a história de Roberto Carlos, um menino que teve sua primeira infância na Febem, devido a ignorância da sua mãe, mostrando o que a falta de educação e instrução faz com a sociedade. Para o sistema, Roberto Carlos era mais um “delinquente”, mas a condição de vida dele começou a mudar quando surgiu na Feben, uma educadora francesa que assumiu um papel maravilhoso na sua vida: o aceitou, o educou, o instruiu e acima de tudo, ensinou na prática que o amor é um longo exercício de paciência. Faz tempo que assisti ao filme, mas recentemente encontrei uma palestra do próprio Roberto Carlos no YouTube. Fiquei encantada. Hoje, é ele quem assume o papel de educador. Além disso, ele faz com outras crianças o…

Resenha: Contos de enganar a morte , de Ricardo Azevedo, 1ª edição - 2003.

Por Thiago Grass
Pode-se dizer que o folclore é uma força em constante movimento, uma fala, um símbolo, uma linguagem que o uso torna coletiva. Por meio dele, as pessoas dizem e querem dizer. E a dica de leitura bebe justamente dessa fonte da cultura popular. No livro “Contos de enganar a morte”, o escritor Ricardo Azevedo explora esse tema tão delicado de forma leve e criativa. O próprio autor menciona na obra:
Trata-se de um grave erro considerar a morte um assunto proibido ou inadequado para crianças. Heróis nacionais como Ayrton Senna, presidentes da república e políticos importantes, artistas populares, parentes, amigos, vizinhos e até animais domésticos infelizmente podem morrer e morrem mesmo. A morte é indisfarçável, implacável e faz parte da vida (AZEVEDO, 2003, p.58).
Portanto, o livro reúne quatro narrativas sobre a “hora de abotoar o paletó”, “entregar a rapadura”, “bater as botas”, “esticar as canelas”. Nesses contos, os personagens se defrontam com a morte, contudo, ninguém …