Pular para o conteúdo principal

Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Livros Essenciais nas Bibliotecas de São Paulo

A lista de Brett

Fernanda Santiago Valente


Li o livro recentemente e recomendo a leitura principalmente para as pessoas que acham que é impossível realizar e resgatar aqueles sonhos de adolescente. Sempre citei que nunca é tarde para recomeçar. Neste livro, a personagem Brett é uma publicitária bem sucedida, que trabalha na empresa de cosméticos de sua mãe. A vida de Brett muda quando sua mãe morre. Como ela estava com câncer, decidiu planejar o futuro dos filhos. Os irmãos de Brett continuaram na empresa da mãe, mas pra ela, a mãe deixou uma lista de sonhos, que a própria Brett tinha escrito quando tinha apenas 14 anos. Tinham vinte itens na lista, mas ela só tinha realizado uns dez. A mãe colocou tudo nas mãos de um advogado e ela só poderá tocar as mãos na herança se realizar todos os sonhos de adolescente, totalmente diferente de todos os objetivos da vida atual.
Aos 34 anos, Brett é obrigada a recomeçar, e isso, inclui uma nova profissão, um novo amor e até a possibilidade de ter um bebê. A mãe ainda deixa uma meta de um ano para que ela realize isso. É um livro inspirador para quem busca disciplina. A história é envolvente e repleta de surpresas. Fiquei apaixonada pelo livro, pela Brett e todos os personagens envolvidos. Não vou contar detalhes porque senão perde a graça. Vale a pena a leitura! Fiquei sabendo que a história poderá virar um filme, mas a leitura é sempre melhor!

Sobre a autora: Lori Nelson Spielman é ex-fonoaudióloga e orientadora escolar. Atualmente, trabalha dando aulas particulares. Ela gosta de correr, viajar e ler, embora sua grande paixão seja escrever. A lista de Brett é seu primeiro romance e teve os direitos vendidos para dezenas de países


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha: Contos de enganar a morte , de Ricardo Azevedo, 1ª edição - 2003.

Por Thiago Grass Pode-se dizer que o folclore é uma força em constante movimento, uma fala, um símbolo, uma linguagem que o uso torna coletiva. Por meio dele, as pessoas dizem e querem dizer. E a dica de leitura bebe justamente dessa fonte da cultura popular. No livro “Contos de enganar a morte”, o escritor Ricardo Azevedo explora esse tema tão delicado de forma leve e criativa. O próprio autor menciona na obra: Trata-se de um grave erro considerar a morte um assunto proibido ou inadequado para crianças. Heróis nacionais como Ayrton Senna, presidentes da república e políticos importantes, artistas populares, parentes, amigos, vizinhos e até animais domésticos infelizmente podem morrer e morrem mesmo. A morte é indisfarçável, implacável e faz parte da vida (AZEVEDO, 2003, p.58). Portanto, o livro reúne quatro narrativas sobre a “hora de abotoar o paletó”, “entregar a rapadura”, “bater as botas”, “esticar as canelas”. Nesses contos, os personagens se defrontam com a m...

Alfabetizando pelo som

Fernanda Valente Cada criança tem uma maneira de aprender, algumas aprendem pela imagem, outras pelo som. Recentemente ajudei uma criança a ler só separando as vogais e as consoantes pelos sons. Essa criança tem muita habilidade com números, gosta de ouvir histórias, tem uma oratória excelente, mas tinha dificuldade na leitura, não conseguia associar as letrinhas por imagens.  Então, criei uma historinha para chamar a atenção, ela sabia os sons das letras, no entanto, foi só explicar que primeiro temos o som, o a e i o u e podemos juntar com as outras letrinhas e formar sílabas - ba - be - bi - bo - bu, que vira uma palavra, boba, que se transforma numa frase: A menina é bonita, e depois podemos desenvolver um texto: A menina é bonita e gosta de estudar. Ela veste roupas bem coloridas. O cabelo dela é vermelho e seu rosto cheio de sardas. Os olhos dela brilham. Em apenas uma hora de estudo, a criança conseguiu identificar as letras e formar palavrinhas. Deixei como um sistema de es...