Pular para o conteúdo principal

Divertida Mente - um dos melhores filmes para decifrar sentimentos

Fernanda Santiago

É um desenho, mas uma excelente lição para muitos adultos. Assisti o filme com o meu filho que tem apenas 2 anos.  No entanto, ele ainda não sabe lidar com sentimentos e emoções como uma criança de 10 anos ou mais. Mas aprendi que tudo o que nos cerca influencia em nossa mente, trazendo lembranças boas ou ruins.
O filme conta a história de Riley, uma garotinha de 11 anos muito feliz. Suas emoções começam a entrar em conflito quando o pai decide mudar de cidade em favor de um emprego novo. Nisso, a mente de Riley entra em desespero. 
A líder de suas emoções sempre foi a alegria, que em todo tempo tenta esconder o sentimento de tristeza das suas lembranças. Eu como mãe, faço o meu filho sorrir o tempo todo e isso fez que eu recordasse de alguns momentos da minha infância. Passei por uma mudança dolorosa quando o meu pai morreu e essa lembrança sempre vem à tona. O que o filme ensina é o equilíbrio que precisamos dar às emoções. 
Riley estava confortável e feliz no ambiente que morava: tinha amigos, amava patinação, gostava da sua escola. Mas precisou mudar e a mudança às vezes não é fácil nem para o adulto. Qualquer motivo de mudança é dolorido, mas às vezes necessário.
Quando não aceitamos as mudanças em nossas vidas deixamos sentimentos como a raiva e medo nos dominar até chegarmos a mais profunda tristeza, que é a depressão. Quando não aceitamos perdas ou mudanças ficamos totalmente vulneráveis a sentimentos que nos impedem de sorrir, rejeitamos o tempo o que está diante de nós. A alegria é um sentimento oscilante porque possuímos outros sentimentos. O que não podemos é deixar com que um sentimento se destaque mais que o outro. Temos que equilibrar a nossa mente. As lembranças ruins ficam no passado. Não podemos culpá-las por de repente algo não sair como gostaríamos. Devemos equilibrar as nossas emoções e assim, encontrar a felicidade hoje, agora. Pois vamos sorrir, chorar e quem tem que controlar nossas emoções somos nós mesmos e não os sentimentos.
Divertida mente é o melhor filme de todos os tempos.


  • tulo Original: Inside Out
  • Ano: 2015
  • Diretor: Pete Docter, Ronnie Del Carmen
  • Elenco: Amy Poehler, Phyllis Smith, Richard Kind, Bill Hader
  • Duração: 94 min
  • Origem: USA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Enfeites de Natal em potes, vasos e garrafas de vidro

Pra quem ama artesanato e enfeitar a casa para o Natal, a hora é agora. Deixo abaixo algumas dicas para fazer com taças, garrafas, potes e vasos de vidro: 


















Roberto Carlos, O contador de Histórias

Fernanda Santiago
O contador de Histórias – Se você ainda não assistiu ao filme, recomendo que coloque na sua lista. Sabe aquelas histórias envolventes e reflexivas? Será que vale a pena investir numa pessoa que todo mundo diz que não tem jeito? Esta história verídica diz que sim. O filme conta a história de Roberto Carlos, um menino que teve sua primeira infância na Febem, devido a ignorância da sua mãe, mostrando o que a falta de educação e instrução faz com a sociedade. Para o sistema, Roberto Carlos era mais um “delinquente”, mas a condição de vida dele começou a mudar quando surgiu na Feben, uma educadora francesa que assumiu um papel maravilhoso na sua vida: o aceitou, o educou, o instruiu e acima de tudo, ensinou na prática que o amor é um longo exercício de paciência. Faz tempo que assisti ao filme, mas recentemente encontrei uma palestra do próprio Roberto Carlos no YouTube. Fiquei encantada. Hoje, é ele quem assume o papel de educador. Além disso, ele faz com outras crianças o…

Resenha: Contos de enganar a morte , de Ricardo Azevedo, 1ª edição - 2003.

Por Thiago Grass
Pode-se dizer que o folclore é uma força em constante movimento, uma fala, um símbolo, uma linguagem que o uso torna coletiva. Por meio dele, as pessoas dizem e querem dizer. E a dica de leitura bebe justamente dessa fonte da cultura popular. No livro “Contos de enganar a morte”, o escritor Ricardo Azevedo explora esse tema tão delicado de forma leve e criativa. O próprio autor menciona na obra:
Trata-se de um grave erro considerar a morte um assunto proibido ou inadequado para crianças. Heróis nacionais como Ayrton Senna, presidentes da república e políticos importantes, artistas populares, parentes, amigos, vizinhos e até animais domésticos infelizmente podem morrer e morrem mesmo. A morte é indisfarçável, implacável e faz parte da vida (AZEVEDO, 2003, p.58).
Portanto, o livro reúne quatro narrativas sobre a “hora de abotoar o paletó”, “entregar a rapadura”, “bater as botas”, “esticar as canelas”. Nesses contos, os personagens se defrontam com a morte, contudo, ninguém …