Pular para o conteúdo principal

A literatura regionalista é comentada por Tabajara Ruas no SescTV

Episódio inédito da série Super Libris, O Tietê não É mais Belo que o Rio que Corre pela Minha Aldeia traz entrevista com o escritor, cineasta, tradutor e roteirista gaúcho Tabajara Ruas, que discute a literatura regionalista. Com direção do escritor, cineasta e jornalista José Roberto Torero, a atração vai ao ar no dia 22/8, segunda, às 21h, no SescTV (assista também em sesctv.org.br/avivo).

Natural da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, Tabajara Ruas (74) é autor de livros como Os Varões Assinalados; Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez; e Netto Perde sua Alma. Este último foi adaptado para o cinema e ganhou quatro Kikitos de Ouro no Festival de Gramado e o Prêmio Érico Veríssimo, em 2001. O escritor, que já morou em países como Dinamarca, Portugal, África, Chile e Argentina, tem seus romances traduzidos em mais de 10 países. 

No episódio, Ruas fala sobre o quanto é complexo definir o que é literatura regional, já que “todo mundo que escreve na sua região, escreve literatura regional”, comenta. Contudo, para ele, a literatura deixa de ser regional quando alcança outros territórios e, para isso, precisa ter qualidade na narrativa. “Uma literatura que diz para qualquer pessoa, de qualquer latitude, o que o autor pretende, tem qualidade de escrita”, explica. Ele considera a trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, que trata exclusivamente de peculiaridades do gaúcho, como sendo um modelo de literatura universal, porque ele vê no texto uma gigantesca história épica de personagens.

Ruas discute sobre a interferência da globalização e da internet no interesse das pessoas pela literatura; sobre o principal elemento que, para ele, define um livro; e sobre o rol das obras mais vendidas no Brasil. Ele lembra que há 40 anos a lista era dominada por brasileiros, como Jorge Amado, Antônio Calado e Nélida Piñon, e com o tempo foi se alterando; vieram os cronistas, os livros de autoajuda e depois a literatura internacional. “Necessariamente não a melhor”, declara.

SERVIÇO:

Super Libris
O Tietê não É mais Belo que o Rio que Corre pela Minha Aldeia
Estreia: 22/8, segunda, às 21h
Reapresentações: 23/8, terça, às 9h e às 17h; 25/8, quinta, às 15h; 26/8, sexta, às 9h30 e às 17h30, 28/8, domingo, às 6h e às 14h30; e dia 29/8, segunda, às 16h.
Classificação indicativa: Livre
Direção Geral: José Roberto Torero
Produção: Padaria de Textos
Duração: 28’7’’

Para sintonizar o SescTV:
Canal 128, da Oi TV
Ou consulte sua operadora
Assista também online em sesctv.org.br/aovivo
Siga o SescTV no twitter: http://twitter.com/sesctv
E no facebook: https: facebook.com/sesctv
 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ninguém pode limitar os seus sonhos

Por Fernanda Valente


E se uma garotinha surda decidir ser bailarina? Quem impedirá? Estamos aqui para incluir e transformar. Isso é o que você poderá conferir ao assistir o curta-metragem de animação Tamara, produzida e criada por House Boat Animation. O filme é muito interessante para passar em sala de aulas para explicar a diversidade às crianças. Está disponível na Internet e serve como ferramenta para promover valores como respeito e empatia. Tamara é uma garotinha surda que quer ser bailarina. Qual é a barreira que os professores e os alunos podem tirar disso?

Fernanda Valente - Jornalista com especialização em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Estudou teatro, fazendo parte do Grupo GEXTUS (Grupo Experimental de Teatro da UniSantos). É Instrutora da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Ministrou aulas de design gráfico para surdos. Trabalhou como produtora e repórter em alguns programas de TV regionais. Hoje se dedica a trabalhos de comunicação digital e ao …

Dois filmes sobre deficiência física para assistir no dia dos namorados

Por Fernanda Valente
Trago hoje dois filmes para reflexão. Como eu era antes de você é um filme que mexe com as nossas emoções. Porém, foge de toda a ideia que tratamos sobre a inclusão. Penso que o personagem na história, Will, que é tetraplégico joga fora tudo o que estamos vendo como evolução nos dias de hoje. A deficiência física é tratada como um caos, como algo sem solução, sem esperança, sem fé... É jogar fora todo o amor de Louisa. Veja o filme e entenda a minha frustração.



Já o filme Ferrugem e Osso, que também trata de um romance mostra uma construção rica e verdadeira de uma pessoa que adquire a deficiência física após um acidente. Vai mostrar a depressão, a adaptação, aceitação e novas possibilidades de vida. Não acabou. Há possibilidades. Há vida!



Feliz dia dos Namorados! Deixo abaixo uma linda poesia pessoal do meu amigo poeta Luiz Augusto que fala sobre construção familiar. 

O Cravo e a Rosa

Ainda um jovem cravo Uma rosa encontrei Com pétalas aveludadas Por ela me encantei
No j…

Estações do Ano

Nos vastos campos verdejantes Desabrocham flores silvestres Que com variadas tonalidades Dão vida!À linda paisagem agreste.
É tempo da primavera... Colorida estação... Que enfeita a natureza À espera do verão:
Espetáculo tropical Que ocorre cada ano Para que no ato final Caiam as folhas no outono.
Este ciclo "vicioso" O inverno encerrará Para que lindas flores Voltem aos jardins enfeitar!
Autor:Luiz Augusto da Silva Olímpia- São Paulo- Brasil Data:20/03/2011
Afinal, porque as folhas caem... Sabem?
Um abraço fraterno à espera do inverno...