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Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Livros Essenciais nas Bibliotecas de São Paulo

Os benefícios das ingazeiras

Fernanda Santiago Valente

Ingazeiras do canal 4, Embaré
Foto: Rê Sarmento 
     Quando eu era criança, adorava colher os ingás das famosas ingazeiras do canal 4, em Santos. As árvores são antigas, comuns nas regiões tropicais, principalmente na Mata Atlântica e Amazônia. Os índios fazem bom uso dessas frutas. Ingá, nome dado por eles, quer dizer “embebido”, “ensopado”, dando referência à polpa aquosa. Comi muito dessas frutinhas, que parece vargem, mas ao abri-la, encontramos várias sementinhas ovais, acinzentadas e revestidas por um arilo branco adocicado. É uma delícia!
      São mais de 300 espécies de ingazeiras espalhadas pelo Brasil e alguns países com áreas tropicais: como México, Chile, Venezuela. Para algumas pessoas, as frutas servem só para os passarinhos, mas ela é muito importante para todos nós. Grande parte do mel produzido pelas abelhas são dessas frutinhas. Os morcegos também se alimentam delas.
    Quem gosta de medicina alternativa, utilizando produtos naturais, o ingá é rico em sais minerais, essenciais para o bom funcionamento do organismo. Ele também combate a dor de artrite e reumatismo. O xarope da fruta é utilizado para o tratamento de bronquite. Já a casca, os índios utilizavam para cicatrizar feridas.
      Santos é uma cidade privilegiada por ainda possuir essas árvores. Um verdadeiro chamariz para os beija-flores e outras espécies de pássaros. Como não se encantar? Só que recebi uma triste notícia: cortaram uma antiga ingazeira situada na Avenida Epitácio Pessoa, no bairro Boqueirão. Quanta dor! Acabaram com uma sombra, destruíram mais um abrigo de passarinhos para dar destaque ao nome de uma farmácia. Mais uma farmácia! É o mundo moderno: crianças que não brincam mais entre as árvores e adultos que já não observam mais o ambiente que vivem. 

Comentários

Ótimo texto Fernanda!
É lamentável que o homem esteja destruindo a natureza para valorizar mais um dos tantos comércios da cidade... Entretanto, nesse caso, "parece" que a árvore estava condenada por cupim... Mas, nada justifica não plantar outra. Cortou uma árvore por estar condenada, replante outra! A natureza agradece e o planeta mantém seu equilíbrio ambiental!
Sim, eu li o texto da prefeitura, mas sinceramente não acredito nos cupins... Obrigada, Rê.

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