Fernanda Valente
O que você tem feito com a sua criança interior? Ela é capaz de perdoar, sorrir, se reinventar e a cada dia se entusiasmar? Nossa criança não pode morrer.
Podemos observar que os adultos hoje andam impacientes com as crianças e tentam fazer delas, adultos. Pare um pouco. Respire. Olhe para a sua infância. Tem certeza que você era uma criança quieta? Por que estamos exigindo essa postura das crianças atualmente?
Crianças possuem algo essencial à vida: energia! Adultos cansam, as crianças não. Tenho certeza que na sua época infantil você podia subir numa goiabeira, correr no quintal, jogar queimada ou futebol nas ruas... era um outro tempo. Hoje, temos medo de tudo. Controlamos as nossas crianças o tempo todo e ao invés de impulsionarmos suas energias, reprimimo-as, oferecendo algo para distraí-las, como um brinquedo eletrônico, os hipnóticos jogos de celular, os infinitos desenhos infantis...
O tempo passa e alguns adultos acham "normal" a criança ali quietinha no mundo paralelo. Por isso, mude hoje os hábitos. Não deixe a criança morrer. O melhor presente que podemos dar à criança é a contemplação. Você pode oferecer o computador, mas antes, ofereça brincadeiras na areia da praia, faça passeios em jardins, divida um piquenique, deixe a criança se sujar e se lambuzar no próprio prato de comida. Use tintas, lápis de colorir, blocos de montar... Crianças de um a seis anos precisam se desenvolver e é nessa idade que você observará as descobertas, o senso criativo, todo o processo de imaginação da criança.
Já que não temos a segurança de antigamente, descubra ambientes para a sua criança poder correr, brincar, pular... Nem todas as crianças são hiperativas, elas só querem brincar.
Não mate a sua criança interior, aquela que carregamos com os nossos ancestrais. Ela está viva. Ela quer contemplar!
Créditos: facebook.com/FixingLuka Fernanda Santiago Fixação de Luka: Este é um Curta metragem maravilhoso sobre o autismo. É um stop-motion inspirado nas experiências de Jessica Ashman, que tem um irmão mais novo autista. Ela conta a história baseada em sua infância, da maneira que ela enxergava o seu irmãozinho mais novo. Na história desenvolvida por ela, Lucy a representa, e Luka, faz o papel do seu irmãozinho. Luka é um menininho todo meticuloso. Na estante, patos de borracha são alinhados perfeitamente em uma fileira, mil selos estão presos a uma parede do quarto. Além disso, tem uma mania obsessiva em montar pirâmides de dados. Estas são apenas algumas das manias de Luka, e num diário, Lucy anota todo o desempenho do irmão. Ela acha que Luka precisa de conserto, pois toda vez que ela tenta se relacionar com ele, tentando mexer em sua rotina repetitiva, ele desmorona. Numa noite, se sentindo maltratada por suas rejeições, Lucy perde a paciência e foge. Tropeçando na f...
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