Pular para o conteúdo principal

Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Livros Essenciais nas Bibliotecas de São Paulo

Guarda compartilhada cresce no Brasil

Para Paulo Akiyama, advogado e especialista em Direito Familiar, ter os dois genitores participando ativamente no desenvolvimento dos filhos é fundamental para preservar o bem-estar das crianças


A separação de um casal pode ser um momento difícil para todos os envolvidos, especialmente para os filhos e uma das questões mais importantes a serem resolvidas durante esse processo é a guarda parental. Ou seja, quem será responsável pela criação e educação das crianças após a separação.

A decisão poderá afetar a vida dos pais e dos filhos por muitos anos e, por isso, deve ser abordada com cautela e atenção aos melhores interesses das crianças envolvidas. Neste contexto, é importante explorar as diferentes opções de guarda parental e as considerações a serem feitas ao decidir a melhor opção para cada caso específico.

De acordo com Paulo Akiyama, economista, advogado especialista em Direito Familiar e sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, com a separação de um casal, é possível optar por dois tipos de regime de guarda. “Uma delas é a modalidade unilateral, na qual um dos genitores possui a tutela integral. A outra é a famosa guarda compartilhada, em que os pais entram em um acordo sobre o tempo de cada um com o filho ou filha. Acredito que essa segunda opção seja mais vantajosa, possibilitando que a criança desfrute de um tempo de qualidade com mãe e pai”, relata.

Akiyama afirma que alguns pontos são considerados pela justiça ao decidir a modalidade que será aderida. “Atualmente, em razão da lei 13.058/14, a guarda compartilhada é majoritariamente aplicada. Porém, existe a possibilidade de escolha pela guarda unilateral caso um dos genitores declare que não deseja a tutela do menor ou ainda, se houver indícios de que a metodologia compartilhada poderá trazer prejuízos ao bem-estar da criança. Nesse tipo de situação o juiz poderá, também, decidir dar a guarda a uma terceira pessoa, sempre visando o melhor interesse da criança ou adolescente”, pontua.

Para o advogado, a guarda compartilhada não oferece, apenas, o benefício de se aproximar dos filhos uma vez por semana. “Entre outras vantagens, essa modalidade permite que ambos os genitores possam opinar sobre educação, tratamentos médicos e outras decisões que envolvam o futuro e bem-estar das crianças. Não se trata apenas de convivência, mas sim a ampliação na participação de seu desenvolvimento”, declara.

É comum que as pessoas acreditem que a mãe sempre será priorizada no processo de decisão da guarda dos filhos. No entanto, para o especialista em Direito Familiar, esse conceito ficou no passado. “Muitos costumavam acreditar que mãe cria e educa as crianças, enquanto pai fornece os meios financeiros para que tudo corra bem. Mas a humanidade e a sociedade evoluíram e hoje, os dois genitores podem exercer atividades profissionais e responsabilidades domésticas. É comum ver um pai preparando mamadeira, trocando fraldas e preparando o lanche dos filhos enquanto a esposa está no trabalho. Afirmar que as mães são preferência durante esse processo ficou no passado. Os dois genitores serão avaliados e, no final, o melhor para o bem-estar da criança será decidido”, relata.

Segundo Akiyama, a opção pela guarda unilateral está diminuindo cada vez mais. “Essa modalidade oferece mais riscos de alienação parental e, mesmo que o genitor não guardião possua todos os direitos de visitas, informações da vida e desenvolvimento dos filhos, as ocultações podem ser maiores, afastando-o gradativamente da convivência parental”, lamenta.

O advogado alerta ainda para pais famosos que usam a separação como uma maneira de aumentar o engajamento na internet. “Buscar holofotes em uma situação de litígio relacionada à guarda dos filhos é expor desnecessariamente as crianças ou adolescentes. Os genitores não podem esquecer que seus filhos frequentam escola, festas e frequentam um grupo de amigos. Com tudo isso sendo exposto na internet, essas crianças ficam mais suscetíveis a práticas como o bullying”, adverte.

Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.

Para mais informações acesse http://www.akiyama.adv.br/ ou ligue para (11) 3675-8600. E-mail: akiyama@akiyama.adv.br

Fonte: Assessoria de Comunicação 


 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Praiamar Shopping recebe bloquinho 'Coisa Linda da Mamãe' nesta sexta-feira (16)

Fernanda Valente   imagem: divulgação   O clima de Carnaval continua no Praiamar Shopping! Nesta sexta-feira (16), o centro comercial recebe o bloquinho "Coisa Linda da Mamãe" a partir das 19 horas, na Praça Central. O evento é gratuito e voltado para toda a família, incluindo os pets. Os participantes podem esperar por muita animação e um setlist repleto de clássicos, que vão do samba ao pop, para embalar o público. Viviane Morimoto, gerente de marketing do Praiamar Shopping, comentou sobre a iniciativa: "Buscamos uma atração leve e segura para envolver os pais, filhos e pets, a fim de promover a alegria do Carnaval". Ela ressalta que a festa é uma ótima oportunidade para toda a família se divertir e prolongar a folia carnavalesca. Além disso, o Praiamar Shopping é conhecido por sua ampla variedade de opções, incluindo 220 lojas, quatro âncoras, um hipermercado, 10 salas de cinema e estacionamento com 2300 vagas, sendo 80% delas cobertas, além de uma am...

Quando a cultura discute problemas sociais

Uma sociedade formada por elfos, orcs, humanos e seres místicos, porém dividida pelo preconceito e a guerra. Esse é o cenário do filme original da Netflix Bright e do livro  Guerra das raças  de Daniel Jahchan. No filme, Joel Edgerton interpreta um orc policial, Nick Jakoby, que por conta de sua raça sofre preconceito dentro do batalhão em que trabalha, onde os policiais são todos humanos, incluindo seu parceiro Daryl (Will Smith), que não confia em Nick ou em seu trabalho como policial. O orc também sofre nas mãos de integrantes de seu próprio povo, que reprovam o fato dele ser policial. O mundo fantástico apresentado em  Guerra das raças  comporta elfos, anões, orcs, daemons, etc. O ódio entra essas raças é evidente, são mais de seis séculos de uma guerra em que ninguém mais consegue lembrar do motivo que iniciou tudo, mas o conflito entre os povos continua. Se um elfo se atrever a pisar em terras que pertencem aos anões, ou vice versa, as coisas não termin...

Propósito de vida!

Fernanda Valente Você já parou para pensar qual é o seu projeto de vida? Quando falamos em projeto de vida incluímos vários itens em nossa lista: trabalho, estudos, família, viagens, amizades, vida social, etc. O mais triste é viver todos os itens sem paixão. O que te move? O que faz o seu coração acelerar? Você se sente entusiasmado com o que possui? São questões assim que definem o nosso propósito ou missão. Já tive uma fase da minha vida em que perdi a paixão, foi o momento mais triste que vivi, pois ele foi movido por falta de perdão, deixei a frustração me conter e isso, aos poucos, foi matando as minhas paixões, meus valores internos, a criatividade, a inspiração... passei a não abrir a porta do meu coração para as pessoas, inclusive companheiro. Comecei a implorar a Deus pela liberação de perdão, para eu seguir. Não foi fácil. O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo (Jó 5.2) O ressentimento é o grande assassino da paixão. Se quiser voltar a te...