Pular para o conteúdo principal

Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Livros Essenciais nas Bibliotecas de São Paulo

Janeiro Branco: O Cuidado com a Saúde Mental no Trabalho

Fernanda Valente 
Os alarmantes índices de estresse e burnout no Brasil impulsionaram a criação do “Janeiro Branco”, uma lei sancionada em abril de 2023 com o objetivo de promover a saúde mental no país. Este mês agora é marcado por campanhas de conscientização que abordam a importância de hábitos saudáveis e ambientes de trabalho que favoreçam o bem-estar, além da prevenção de doenças psiquiátricas.
Contudo, os desafios enfrentados pelos trabalhadores vão além do cotidiano estressante. Ambientes corporativos tóxicos, que ainda operam sob modelos arcaicos de comando e controle, contribuem significativamente para o crescimento de problemas como estresse e ansiedade. A sobrecarga de trabalho e um excesso de reuniões, aliados a líderes despreparados, são fatores que agravam a situação.
Renata Rivetti, especialista em felicidade corporativa e fundadora da Reconnect Happiness at Work & Human Sustainability, destaca que muitas empresas têm investido milhões em programas de bem-estar sem abordar as causas profundas dos problemas. “As organizações estão focadas em tratar os sintomas, enquanto a raiz do problema reside nelas mesmas”, afirma Renata.
Como as empresas podem prevenir impactos na saúde mental dos funcionários?
Renata sugere a construção de uma base de segurança psicológica, fundamentada em quatro eixos propostos pela Dra. Amy Edmonson, professora da Harvard Business School: 
1. Espaço Seguro: Revisitar atitudes diante de erros.
2. Comunicação Clara: Estabelecer um ambiente de transparência.
3. Colaboração: Fomentar um ambiente cooperativo.
4. Diversidade e Inclusão: Priorizar a equidade nas relações de trabalho.
“Transformar a maneira como nos relacionamos nas empresas é essencial”, continua Rivetti. A construção de relações empáticas e de confiança, com líderes que reconhecem e valorizam suas equipes, é fundamental. Ela também sugere a implementação de espaços de escuta ativa e a flexibilização dos modelos de jornada de trabalho, dando mais autonomia aos colaboradores.
“Com conscientização, autorresponsabilidade e mudanças reais de hábitos, podemos construir uma cultura organizacional mais justa e positiva”, conclui Renata.
 Sobre a Reconnect Happiness at Work & Human Sustainability
Fundada em 2017, a Reconnect é uma referência em Felicidade Corporativa, Sustentabilidade Humana, Liderança Humanizada e Produtividade Consciente. Com um portfólio que inclui clientes como Unilever, Grupo Boticário e Rede Globo, a empresa se dedica a co-criar culturas organizacionais que priorizam o bem-estar e a saúde mental dos profissionais.
A Reconnect também é parceira da “4 Day Week Global” no Brasil, um projeto que busca avaliar a viabilidade da redução da jornada de trabalho para quatro dias. Para mais informações, acesse: https://www.reconnect.com.br
O Janeiro Branco é uma oportunidade para refletir sobre a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. Ao priorizar o bem-estar dos colaboradores, as empresas não apenas melhoram a qualidade de vida de suas equipes, mas também aumentam a produtividade e o engajamento.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha: Contos de enganar a morte , de Ricardo Azevedo, 1ª edição - 2003.

Por Thiago Grass Pode-se dizer que o folclore é uma força em constante movimento, uma fala, um símbolo, uma linguagem que o uso torna coletiva. Por meio dele, as pessoas dizem e querem dizer. E a dica de leitura bebe justamente dessa fonte da cultura popular. No livro “Contos de enganar a morte”, o escritor Ricardo Azevedo explora esse tema tão delicado de forma leve e criativa. O próprio autor menciona na obra: Trata-se de um grave erro considerar a morte um assunto proibido ou inadequado para crianças. Heróis nacionais como Ayrton Senna, presidentes da república e políticos importantes, artistas populares, parentes, amigos, vizinhos e até animais domésticos infelizmente podem morrer e morrem mesmo. A morte é indisfarçável, implacável e faz parte da vida (AZEVEDO, 2003, p.58). Portanto, o livro reúne quatro narrativas sobre a “hora de abotoar o paletó”, “entregar a rapadura”, “bater as botas”, “esticar as canelas”. Nesses contos, os personagens se defrontam com a m...

Alfabetizando pelo som

Fernanda Valente Cada criança tem uma maneira de aprender, algumas aprendem pela imagem, outras pelo som. Recentemente ajudei uma criança a ler só separando as vogais e as consoantes pelos sons. Essa criança tem muita habilidade com números, gosta de ouvir histórias, tem uma oratória excelente, mas tinha dificuldade na leitura, não conseguia associar as letrinhas por imagens.  Então, criei uma historinha para chamar a atenção, ela sabia os sons das letras, no entanto, foi só explicar que primeiro temos o som, o a e i o u e podemos juntar com as outras letrinhas e formar sílabas - ba - be - bi - bo - bu, que vira uma palavra, boba, que se transforma numa frase: A menina é bonita, e depois podemos desenvolver um texto: A menina é bonita e gosta de estudar. Ela veste roupas bem coloridas. O cabelo dela é vermelho e seu rosto cheio de sardas. Os olhos dela brilham. Em apenas uma hora de estudo, a criança conseguiu identificar as letras e formar palavrinhas. Deixei como um sistema de es...