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Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Livros Essenciais nas Bibliotecas de São Paulo

Não seja indiferente!

Fernanda Santiago Valente

“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem” (Efésios 4.29)

Todos nós vivemos conflitos e de que forma agimos perante eles? Passamos por conflitos no trabalho, numa sociedade, no meio de amizades, em família e principalmente com o cônjuge. O conflito sempre vai acontecer, mas devemos ter muito cuidado com ele, pois é como um jogo, um vai sair ganhando ou dará empate. Confesso que fico mais aliviada quando o empate acontece, pois mostra de que de alguma maneira entramos em concordância.
Acredito que nos relacionamentos, o campeão de conflitos é o casamento. São duas pessoas vivendo juntas com opiniões e pensamentos diferentes. Cada uma com suas manias, individualidades e personalidade. Então, é um grande desafio. Eu gosto de uva, ele de pêssego. Eu gosto da pasta de dente dentro do pote, ele fora. Eu gosto de ter vida social, ele não, e por aí vai. São situações pequenas que geram conflitos. As mulheres amam conversar e resolver conflitos. O homem, muitas vezes não. Vivendo um segundo casamento e conversando com amigas observei isso. Os homens geralmente fogem dos conflitos, mudando de assunto, deixando a mulher falando sozinha. Talvez seja por isso que muitos casamentos acabam. Os homens demoram para colocar para fora o que realmente querem e as mulheres tem a mania de achar que os homens estão adivinhando o que elas querem ou estão sentindo.
Aprendi que temos que jogar tudo dentro de um conflito, mas jamais depreciar o outro. Palavras duras como: você é louca, você não aprende, você não faz nada que eu falo, você não é bom nisso, você está gordo, você gasta demais, quero me divorciar de você... entre mil palavras que ouvimos ou falamos, são palavras que não resolvem nada. Primeiro porque já começa julgando o outro e apontando erros, diminuído o outro da pior maneira.
Não podemos também ficar passivos diante os conflitos, mas ser sinceros e falar tudo aquilo que não gosta, mas antes de tudo, respeitar. Ser verdadeiro não significa machucar. Muita gente confunde sinceridade com grosseria. Devemos ser honestos conosco e com aqueles que amamos. Ao invés de brigar pela pasta de dente dentro do pote, deixe fora. Qual a diferença? E vice-versa. Ele gosta de pêssegos? Faça uma torta para ele. Não gosta de sair? Converse. Ele só não pode impedir que você faça coisas que fazia quando te conheceu. Tudo é resolvido. Só não podemos fugir dos conflitos.
É muito inconfortável quando há fuga de conflito, deixando tudo como está. Isso se chama indiferença. Significa que não há preocupação em saber o que o outro quer. Devemos nos importar e entender que os conflitos servem para nos abençoar, para nos levar a algum lugar, justamente quando usamos as palavras da nossa boca com sabedoria, jogando todas as cartas sobre a mesa. Que o Senhor nos ajude a resolver todos os nossos conflitos diários: com o cônjuge, com os amigos, com o trabalho, com a vida.




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