Fernanda Valente No Dia Internacional de Pessoas Afrodescendentes, Mamadou Ba, ativista antirracista e dirigente do Movimento SOS Racismo, lançou luz sobre a luta dos refugiados e o papel do racismo na sociedade. O ativista luso-senegalês, que vive atualmente no Canadá, enfatizou a necessidade de reconhecer e combater a xenofobia sistêmica. “Para os refugiados e migrantes, o corpo é o próprio país”, disse Ba, destacando que a discriminação e o preconceito são experiências comuns para os deslocados. Ele reforça que a sociedade precisa aprender com os refugiados, que são obrigados a manter viva a esperança de futuro em meio a situações catastróficas. Contrapondo a visão de que a proteção internacional é um tipo de favor, Ba argumenta que o refúgio é uma obrigação moral. "O direito à mobilidade é um direito universal, que engloba o direito à vida, a querer viver, a respirar e a aspirar por uma condição melhor", afirma. Ba defende que a dignidade humana deve ser pri...