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Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Livros Essenciais nas Bibliotecas de São Paulo

Autoestima não pode estar associada somente ao fator estética

Infelizmente é utópico, achar que somos bonitas com dor ou depressão, o corpo pode até ser, mas nós não", revela especialista
Por Dra. Consuelo Callizo Genes

Quando falamos de autoestima e estética, sempre pensam que queremos um corpo bonito. Queremos sim, mas a maioria de nós mulheres, o que quer é se sentir bem, e feliz com nosso corpo, pois isto deixa nossa mente leve!

Doenças incapacitantes como endometriose, que nos faz sentir dores, muitas vezes intensas, miomas e adenomioses que fazem a menstruação parecer uma hemorragia, TPM e menopausas que nos deixam irritadas e/ ou depressivas, alterações tiroidianas que mexem no nosso acúmulo de gordura. Estas e outras patologias são realmente os maiores vilões que roubam nossa autoestima.

 A menopausa, que traz consigo um estigma de “morte do ser mulher”, afinal, se você menopausou, não é mais ninguém. Isto sim é preocupante e mexe na nossa autoestima,.

 Hoje temos tratamentos, que retiram as dores, diminuem ou cessam nossos sangramentos, melhoram nosso humor e libido e porque não, melhoram nossa musculatura e nosso corpo. A medicina traz cada vez mais conhecimento e tecnologia, que nos permite estar bem e cada dia “mais jovens e de bem com nossa estética”.

 Sim, existem exageros, mas isto não deve impedir que possamos utilizar o que existe para viver melhor.

 Um exemplo, é a terapia Hormonal da menopausa, que retira os fogachos, (esses calores e suores incômodos e que nos deixam envergonhadas de suar e pedir para ligar e desligar ar condicionado, frio e calor, ufa!!) ou nos devolve o libido, não apenas sexual, mas de ver a vida mais colorida. Nos retira a dor de uma vagina ressecada no ato sexual. Não tem auto estima que resista a esses problemas. Como dizem minhas pacientes “isto não é de Deus”

 E se a terapia hormonal pode melhorar minha musculatura, apenas estética? Não !! Eu preciso dos músculos para o equilíbrio e até para sentar, e me mover sozinha. Minha postura e meu corpo melhoram e minha mente feliz de me sentir independente e ter autonomia. Posso ser idosa na idade, mas não necessito ser “velha”.

 Hoje o que gostaria, é que todas as mulheres pudessem ter os tratamentos para se sentirem bem e bonitas. A beleza pode ser roliça, magra, ter cicatrizes, pois ela está no sorriso, no brilho do olhar, no movimento de ser feliz e estar se sentindo bem e saudável.

 Infelizmente é utópico, achar que somos bonitas com dor ou depressão, o corpo pode até ser, mas nós não. Podemos e devemos ser felizes e procurar tudo aquilo que possa nos ajudar nesta jornada. Se “isto não é de Deus”, vamos tratar e viver como merecemos!!!
Dra. Consuelo Callizo Genes - Ginecologista, Obstetra e Diretora Médica do CEPARH e das Clínicas Elsimar Coutinho.

 

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